O poder do perdão em um relacionamento vai muito além da decisão de “esquecer velhas feridas”. Este é um ato de profunda empatia que precisa ser visto como um processo de cura, principalmente para si e caso deseje, também para o outro. 

Ultimamente, as relações têm se tornado cada vez mais superficiais e curtas. Entretanto, o ato de perdoar é um dos pilares para que elas sejam duradouras. 

Renato e Cristiane Cardoso explicam que o perdão não é para a outra pessoa. Mas para você e que muitos têm dificuldade de entender esse processo. No final das contas, manter a mágoa é como se você estivesse tomando um veneno esperando que o outro morresse.

Por isso, neste artigo vamos conversar sobre o poder do perdão em um relacionamento. Vale lembrar que passamos por isso nas relações, conjugais, familiares e de amizade. Ou seja, vamos ter um aprendizado para todas as esferas da vida. Vale ressaltar que a maioria dos problemas emocionais das pessoas que atendo vêm em decorrência das mágoas dessas relações, principalmente de Pai e Mãe. Vem comigo!

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Afinal, o que significa perdoar?

Antes de pensarmos no poder do perdão em um relacionamento, é preciso fazer uma diferenciação entre o perdoar e o desculpar. 

O filósofo Mario Sérgio Cortella coloca que o perdão é muito mais intenso. A desculpa tira a culpa, mas não a responsabilidade. Errar não é obrigatório, mas uma possibilidade.

Ou seja, quando perdoamos não apenas damos uma segunda chance, mas fazemos um trato de “esquecer” o que houve. Perdoar não é sobre concordar ou querer confiar a relação com a pessoa, se trata de entender o próximo através do coração, de forma genuína, o que é praticamente impossível.l, já que você não será capaz de observar o mundo em sua ótica nem sentir suas emoções.

Contudo, essa ação também é uma forma de abrirmos mão do próprio orgulho e poder gerar paz. O perdão não sai apenas de nós para o outro, mas diz respeito a nós mesmos.

 

O poder do perdão no relacionamento: qual a importância

A psicanalista Maria Godoy Fonseca explica que nos envolvimentos sempre acontecem trocas. Cada pessoa tem seu universo particular, sua individualidade e características. E é isso que baliza cada troca e interação que é feita com o outro.

Ainda assim, como discursa o filósofo Zygmunt Bauman, vivemos um tempo de amores líquidos, que são cada vez mais descartáveis e menos constantes.

Isso, como interpõe a psicanalista, faz com que “as pessoas andem irritadiças, sem paciência, trocando mais torrões do que flores. Mas, independentemente das trocas, elas terão sempre influências umas sobre as outras diante das relações humanas”.

Muitas pessoas gostam de lembrar de casamentos de 20, 30 ou 50 anos, mas esquecem que a base para essa continuidade é o perdão.

Parece clichê, mas como humanos estamos fadados ao erro. Assim, não podemos anular o outro nos primeiros percalços, mas abrir espaço para o diálogo, entender os diferentes pontos de vista e inclusive entender as falhas emocionais e padrões de comportamentos danosos do outro.

 

Fuja da visão de “melhor e pior”

Sob uma ótica zen busdista, a Monja Coen coloca que quando estamos em situação de “darmos uma segunda chance” não podemos encarar isso sob a visão de “quem é melhor ou pior”.

Estamos todos em um processo de aprendizado, o que significa que eu não possuo as ferramentas para julgar o outro como perdoado ou não. O que podemos fazer é criar um espaço de abertura para que ambos aprendamos com o ato falho.

Segundo as palavras da Monja: “trabalhamos com compaixão. Eu compreendo você com sua paixão, com seu sofrimento, com a sua dor. Por isso, como eu me identifico com, através da identificação. Eu quero o seu bem.”

 

Comunicação como base

Da mesma forma, não podemos esquecer que abrir espaços para uma boa comunicação é a base para uma boa relação. Muitas vezes o erro ocorre devido a mal-entendidos e falta de esclarecimentos.

Assim, é importante em todas nossas trocas cotidianas “fazer tratos” com os outros. Deixe sempre claro quais são seus limites pessoais, quais situações são favoráveis e desfavoráveis. 

Esse tipo de momento evita boa parte do estresse e abre uma janela para se consolidar bons momentos.

Caso você seja o tipo de pessoa com dificuldade em se expressar verbalmente, a hipnoterapia para timidez pode ajudar. Veja este artigo completo sobre o tema.

 

Perdão é sinônimo de empatia

O poder do perdão em um relacionamento também tem a ver com nosso grau de empatia para com o outro. Isto porque há inúmeros fatores que podem causar a falha em uma relação:

    • Imaturidade em relações amorosas.
    • Problemas e traumas durante a infância.
    • Dificuldades em expressar sentimentos.
    • Excesso de cobrança no trabalho.
    • Falta de inteligência emocional.

Assim, quando damos um voto de confiança e nos colocamos no lugar do outro criamos pontes para um casamento, uma amizade e uma relação familiar melhor.  Afinal, você é resultado da sua história de vida e de suas programações que muitas vezes são inconscientes e não sabe que as tem.

Na próxima vez que tiver uma situação de crise, uma dica útil é: entender o percurso que levou o outro ao erro mas sem buscar justificativas. Mas como? E aí que a empatia entra novamente no jogo. Entender que há um processo emocional e não racional que irá justificar aquele comportamento. Claro que isso não vai diminuir as marcas deixadas por si so, mas colabora para que seja construído um futuro melhor entre os dois e posteriormente durante um processo terapêutico, permitir que esse perdão seja efetivado a nível inconsciente, o que não acontece quando simplesmente temos a intenção de perdoar.

Quer um exemplo? Sabe aquela pessoa que você perdoa mas quando briga de novo vem todas as coisas a tona novamente? É examente por isso que o perdão tem que através de um processo que leve a pessoa a um nível subconsciente para que o perdão seja aplicado e aí sim toda a emoção passada seja ressignificada.

 

O poder do perdão é sobre nós mesmos

Por último, não podemos esquecer que o poder do perdão também fala muito sobre como administramos nossas próprias emoções. Vamos pensar, quando você guarda remorso ou raiva de alguém, o que sente?

  • Um aperto no peito?
  • Um nó na garganta?
  • O sangue subir?

 

Veja bem, tudo que você “sente” vai impactar no seu psicológico e na sua saúde. Por isso, ao decidir perdoar o outro, você está decidindo não carregar sentimentos que podem minar sua produtividade e atividades do dia a dia.

 

O autoperdão e a hipnoterapia

Além disso, temos que lembrar dos processos de autoperdão que também são poderosos para nossos relacionamentos. Precisamos também nos dar oportunidades para novas experiências, para aprender com nosso passado e aproveitar o presente.

Nestes processos, a hipnoterapia pode sim ajudar, e na verdade é uma das formas mais eficientes de acessar essas emoções negativas para sim permitir que o perdão aconteca, se o que você procura são relações mais leves e duradouras, com o auxílio de técnicas de hipnose podemos adentrar seus diferentes estado de consciência e entender quais decisões podem impactar positiva e negativamente em sua vida.

Quer usar o poder do perdão em um relacionamento com hipnoterapia? Entre em contato comigo e vamos encontrar as melhores saídas para reconquistar o outro e a si próprio.

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