Quem nunca parou para pensar sobre o sentido da vida que atire a primeira pedra! Essa é uma provocação constante em Soul, o novo filme da pixar.

Não é à toa que as redes sociais estão fervendo com citações ao filme e debates sobre os temas da animação. Ao pensar sobre o filme, o psicólogo Thiago reflete que “fala justamente de viver o momento presente quando diz ‘está tudo bem ter um bom momento”.

Vendo o filme, passamos por diversos cenários em que a busca implacável do protagonista pela felicidade faz com que ele ignore tudo e todos à sua volta. Victor Nascimento, redator do Uol, coloca que embora tenhamos momentos de alegria e diversão, isso se torna um problema “essa busca se torna exaustiva”.

Então, se você está à procura da realização e da satisfação pessoal, é melhor dar uma lida no artigo de hoje. Vamos falar sobre o filme Soul e o problema da Felicidade.

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Sobre o que é o filme Soul?

O filme Soul é uma história sobre Joe, um professor de música que é apaixonado por jazz e sonha em se tornar famoso. A oportunidade surge quando o “Quarteto de Dorothea” faz uma audição e ele passa.

O problema é que em seguida ele cai em um buraco que deixa ele entre a vida e a morte. Essa experiência faz com que ele quase passe para o “além vida”, mas em busca de seu sonho, ele se recusa a caminhar para a luz e acaba indo parar no “pré-vida”.

Na sequência, descobrimos que o “pré-vida” é o local onde as almas são preparadas para descer ao mundo. É ali que elas recebem interesses e vontades que vão guiar suas experiências na terra.

Daí para frente, Joe acaba recebendo a tarefa de ser o mentor de 22 uma alma que está decidida a não ir para a terra. A grande questão é que ele também precisa voltar logo ou vai perder sua grande estreia na banda de jazz!

 

Tudo é passageiro…

Ao assistir à animação, o primeiro ponto que me chamou a atenção foi como a “efemeridade da vida é tratada”.  Tudo é passageiro, não podemos negar. Joe está em uma corrida implacável, mas é nos pequenos gestos que vemos o quanto ele tem uma vida boa.

Seja no momento em que o barbeiro salva seu corte, seja quando sua mãe faz um terno para sua apresentação. Cada um dessas situações cooperam para ele ter sucesso em sua apresentação. Que também dura poucos minutos e, adivinhe… PASSA!

Por isso, aquele velho ditado continua fazendo sentido: aproveite o caminho. O filme da Disney serve apenas de alegoria para nos lembrarmos de estar presente ao almoçar, dormir, tomar banho, reunir a família e amigos… Tudo isso é precioso e tem data de validade, mas vivemos como se fossemos imortais.

Eu não quero ser pessimista, mas deixo a reflexão: como seria sua vida se você vivesse cada momento como se fosse o último?

 

Filme Soul da Pixar e nossos sonhos

Da mesma forma, a própria Dorothea, uma das personagens mais marcantes do filme, deixa uma anedota:

“Um peixe mais novo encontra com um peixe ancião e lhe pergunta: 

-Como posso chegar ao Oceano?

-O Oceano? – repete o mais velho – tudo que está à sua volta é o Oceano…

-Não! Isso aqui é água. O que eu quero é o Oceano…”

É uma história simples, mas que lembra muito das nossas crenças cotidianas. Conheço muita gente que vive dizendo: Quando fizer isso, serei mais feliz… Quando comprar aquilo, serei mais feliz… Depois de tal viagem…

Entretanto, precisamos parar um pouco e observar a volta. Claro que é importante ter objetivos, planejamento de vida e ambições. Mas não é isso que vai te fazer feliz, a felicidade acontece em vários momentos, seja para quem tem um carro zero ou para quem anda a pé.

Acredite, com certeza você tem motivos para estar feliz. Você já está no Oceano, isso tudo que você vê não é só água!

 

A idealização versus a realidade

Um outro aspecto interessante de se ver no filme é quando Joe finalmente apresenta sua performance. Ele está em êxtase e pergunta a Dorotea o que farão em seguida, ela responde: repetir isso, por todas as noites.

Esse trecho me lembrou do quanto idealizamos e criamos expectativa. Bem, não importa o quanto você consiga imaginar algo, a realidade sempre será diferente. Vemos isso em outras cenas, por exemplo, quando 22 finalmente experimenta um pedaço de pizza e melhora seu humor.

Mas Leandro, o que você quer dizer com isso? Ora, que não basta apenas idealizar, precisamos fazer um esforço para estar presente, para nos conectarmos com o que está acontecendo no momento.

Martim, de 8 anos, ao ser questionado sobre as lições do filme, diz que o mais importante é manter a atenção, pois foi justamente por falta dela que Joe caiu no bueiro.

 

Como sair da ratoeira das crenças limitantes

Além disso, um dos trechos mais impactantes é quando 22 se torna uma alma perdida. Ela recebeu tantos nãos e tantas críticas negativas que acabou acreditando nelas.

“Você não tem propósito!”, “Ninguém vai querer estar perto de você!”, “Você não está pronta!” Mas sabemos que nada disso é verdade, pois a personagem já recebeu o selo para viver.

Todas essas afirmações negativas só se dissipam quando ela encontra seu centro. Quando ela lembra dos momentos que a fizeram feliz. Esse é o caminho dela de abandonar as crenças limitantes, é saber que mesmo com todos os impasses, ela já tem o que é necessário para vir à Terra.

E você, já percebeu que tem o que é necessário para viver? Quais são os problemas que têm impedido você feliz? Podemos conversar sobre isso e por meio da hipnoterapia descobrir novas formas de fazer você voltar a aproveitar sua vida.

 

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